Se você está em busca da verdade, que está dentro de você mesmo, aqui há textos e vídeos de pessoas que a encontraram. English: If you are in search of truth, which is within yourself, here there are texts and videos of people who found it.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
domingo, 13 de janeiro de 2013
Crianças Índigos e Cristal
Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.
Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?
Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar. Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape). O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis. Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.
As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.
A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.
ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?
Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal. A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças... Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.
Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf. A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança.
A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual. Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência. A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição. Daí é necessário muito cuidado.
Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental. Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro. As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.
ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?
Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado. Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição. Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.
ER – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?
Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos. Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer. Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro. Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos. É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.
ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?
Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa. O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”. Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão. Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.
ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?
Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade. Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura. São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes. Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.
Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?
Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar. Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape). O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis. Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.
As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.
A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.
ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?
Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal. A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças... Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.
Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf. A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança.
A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual. Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência. A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição. Daí é necessário muito cuidado.
Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental. Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro. As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.
ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?
Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado. Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição. Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.
ER – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?
Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos. Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer. Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro. Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos. É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.
ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?
Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa. O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”. Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão. Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.
ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?
Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade. Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura. São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes. Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sábado, 3 de março de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Osho - Observe a lingua para entrar no Silêncio
Com a boca ligeiramente aberta,
mantenha a mente no meio da língua.
Essa técnica se preocupa em focalizar a língua, bem no meio da língua. Com a boca ligeiramente aberta, como se você fosse falar. Não fechada, mas ligeiramente aberta como quando você vai falar; não como quando você está falando, mas como quando você está para falar.
Então mantenha a mente no meio da língua.
Você irá sentir um sentimento muito estranho, porque a língua tem um centro exatamente no meio que controla seus pensamentos. Se você subitamente se torna atento e se concentra nisso, seus pensamentos irão cessar. Concentre-se como se toda sua mente estivesse na língua, bem no meio. Deixe a boca ligeiramente aberta como se você fosse falar e então focalize a mente como se ela não estivesse na cabeça. Sinta-a como se ela estivesse bem no meio da língua. A língua possui o centro da fala e pensamento é fala.
O que você está fazendo quando está pensando? Falando por dentro. Você pode pensar alguma coisa sem falar por dentro? Você está só, você não está falando com alguém, você está pensando. O que você está fazendo enquanto pensa? Falando por dentro, falando para si mesmo. Sua língua está envolvida.
Da próxima vez, enquanto estiver pensando, fique atento: sinta a língua. Ela está vibrando como se você estivesse falando com alguém mais. Então a sinta novamente, e você pode sentir que as vibrações estão concentradas bem no meio. Elas surgem do meio e então se espalham por toda a língua. Pensar é falar por dentro. Se você puder trazer toda sua consciência, sua mente, para o centro da língua, o pensar cessa.
Portanto, aqueles que praticam o silêncio, eles estão simplesmente praticando não falar. Se você parar de falar exteriormente, então você ficará profundamente atento da fala interior. E se você permanecer completamente silencioso por um ou dois meses ou por um ano, sem falar, você irá sentir sua língua vibrar violentamente.
Você não está sentindo isso porque você continua falando e as vibrações estão sendo liberadas. Mas mesmo agora, se você parar e se tornar cônscio enquanto pensa, você irá sentir sua língua vibrando um pouco.
Pare sua língua completamente e então tente pensar, você não pode pensar.
Pare sua língua completamente como se ela estivesse congelada; não deixe que ela se mova. Então você não pode pensar. O centro está bem no meio, portanto traga sua mente para lá.
mantenha a mente no meio da língua.
Essa técnica se preocupa em focalizar a língua, bem no meio da língua. Com a boca ligeiramente aberta, como se você fosse falar. Não fechada, mas ligeiramente aberta como quando você vai falar; não como quando você está falando, mas como quando você está para falar.
Então mantenha a mente no meio da língua.
Você irá sentir um sentimento muito estranho, porque a língua tem um centro exatamente no meio que controla seus pensamentos. Se você subitamente se torna atento e se concentra nisso, seus pensamentos irão cessar. Concentre-se como se toda sua mente estivesse na língua, bem no meio. Deixe a boca ligeiramente aberta como se você fosse falar e então focalize a mente como se ela não estivesse na cabeça. Sinta-a como se ela estivesse bem no meio da língua. A língua possui o centro da fala e pensamento é fala.
O que você está fazendo quando está pensando? Falando por dentro. Você pode pensar alguma coisa sem falar por dentro? Você está só, você não está falando com alguém, você está pensando. O que você está fazendo enquanto pensa? Falando por dentro, falando para si mesmo. Sua língua está envolvida.
Da próxima vez, enquanto estiver pensando, fique atento: sinta a língua. Ela está vibrando como se você estivesse falando com alguém mais. Então a sinta novamente, e você pode sentir que as vibrações estão concentradas bem no meio. Elas surgem do meio e então se espalham por toda a língua. Pensar é falar por dentro. Se você puder trazer toda sua consciência, sua mente, para o centro da língua, o pensar cessa.
Portanto, aqueles que praticam o silêncio, eles estão simplesmente praticando não falar. Se você parar de falar exteriormente, então você ficará profundamente atento da fala interior. E se você permanecer completamente silencioso por um ou dois meses ou por um ano, sem falar, você irá sentir sua língua vibrar violentamente.
Você não está sentindo isso porque você continua falando e as vibrações estão sendo liberadas. Mas mesmo agora, se você parar e se tornar cônscio enquanto pensa, você irá sentir sua língua vibrando um pouco.
Pare sua língua completamente e então tente pensar, você não pode pensar.
Pare sua língua completamente como se ela estivesse congelada; não deixe que ela se mova. Então você não pode pensar. O centro está bem no meio, portanto traga sua mente para lá.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Satyaprem - Torne-se um bebê.
A proposta é simples: o que é apresentado em Satsang não almeja levá-lo a nenhum lugar, senão ao "aqui e agora".
Desapegue da obsessão de ir para o passado e para o futuro e note que isso que chamamos de "Consciência" não existe nem no futuro nem no passado.
No passado e no futuro existem pensamentos, ideias e imaginação. No aqui e agora só há Consciência. A linguagem não consegue dizer tudo, e isso – às vezes – aparenta uma contradição.
Se você começa a notar que não há mais tanto interesse pela sua história – nem pregressa nem futura –, que o seu interesse está pousado na presença aconchegante, aquietante e silenciosa, isso significa que você está ouvindo o Silêncio para o qual Satsang aponta.
Neste ponto há expansão, seu tamanho não é mais o mesmo. Esta é a "textura" do Silêncio e aquilo que é inerente ao aqui e agora fica transparente. Isso é Verdade, Consciência e Paz.
Permita que isso penetre em você e veja a noção de quem você é, a sua história pessoal, perder completamente a importância.
Nisso, o relaxamento entra. O que o deixa tenso é a história – é o que passou e o que virá.
Sem as histórias, você se torna um bebê, uma criança, sem futuro e sem nenhum passado. Ou seja, sem preocupação.
Nesse momento, confie, o seu sistema se reorganizará.
Agora, toda a energia vital está disponível, não está mais indo para sua mente.
Você tem buscado por "qualidade de vida"? Esta é a melhor qualidade que uma vida possa merecer. Sem passado e sem futuro não existem tensões, e as possibilidades se ampliam infinitamente.
Desapegue da obsessão de ir para o passado e para o futuro e note que isso que chamamos de "Consciência" não existe nem no futuro nem no passado.
No passado e no futuro existem pensamentos, ideias e imaginação. No aqui e agora só há Consciência. A linguagem não consegue dizer tudo, e isso – às vezes – aparenta uma contradição.
Se você começa a notar que não há mais tanto interesse pela sua história – nem pregressa nem futura –, que o seu interesse está pousado na presença aconchegante, aquietante e silenciosa, isso significa que você está ouvindo o Silêncio para o qual Satsang aponta.
Neste ponto há expansão, seu tamanho não é mais o mesmo. Esta é a "textura" do Silêncio e aquilo que é inerente ao aqui e agora fica transparente. Isso é Verdade, Consciência e Paz.
Permita que isso penetre em você e veja a noção de quem você é, a sua história pessoal, perder completamente a importância.
Nisso, o relaxamento entra. O que o deixa tenso é a história – é o que passou e o que virá.
Sem as histórias, você se torna um bebê, uma criança, sem futuro e sem nenhum passado. Ou seja, sem preocupação.
Nesse momento, confie, o seu sistema se reorganizará.
Agora, toda a energia vital está disponível, não está mais indo para sua mente.
Você tem buscado por "qualidade de vida"? Esta é a melhor qualidade que uma vida possa merecer. Sem passado e sem futuro não existem tensões, e as possibilidades se ampliam infinitamente.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quem sou eu?
Eu tenho um corpo, mas eu não sou meu corpo.
Eu posso ver e sentir meu corpo,
E o que pode ser visto e sentido não é o verdadeiro Vidente.
Meu corpo pode estar cansado ou excitado,
Doente ou saudável, pesado ou leve,
mas isso nada tem a ver com meu Eu interior.
Eu tenho um corpo, mas eu não sou meu corpo.
Eu tenho desejos, mas eu não sou meus desejos, eu posso conhecer meus desejos,
e o que pode ser conhecido não é o verdadeiro. Conhecido.
Desejos vêm e vão, flutuando através de minha percepção,
mas eles não afetam meu Eu interior.
Eu tenho desejos, mas não sou desejos.
Eu tenho emoções, mas eu não sou minhas emoções.
Eu posso sentir minhas emoções,
e o que pode ser sentido não é o verdadeiro Senciente.
As emoções passam através de mim,
mas elas não afetam meu Eu interior.
Eu tenho emoções, mas eu não sou emoções.
Eu tenho pensamentos, mas eu não sou meus pensamentos.
Eu posso conhecer e intuir meus pensamentos,
E o que pode ser conhecido não é o verdadeiro Conhecedor.
Pensamentos vêm a mim e pensamentos me deixam,
mas eles não afetam meu Eu interior.
Eu tenho pensamentos, mas não sou meus pensamentos.
Eu sou o que permanece, um centro puro de percepção,
uma testemunha impassível de todos esses
pensamentos, emoções, sentimentos e desejos."
Ramana Maharshi
domingo, 13 de novembro de 2011
Osho - Entrega à Existência...
Osho, em "Guerra e Paz Interior: Ensinamentos do Bhagavad Gita"
Sempre conto a história de dois pedaços de palha que estão se afogando em um rio caudaloso. Uma das palhas, que está disposta em diagonal na correnteza, está tentando conter o rio, está gritando que não deixará o rio continuar.
Apesar de as águas do rio continuarem rolando e a palha ser incapaz de controlá-las, ela continua gritando que o rio será contido: está se gabando de que, quer ela viva ou morra, o rio será contido.
Mas essa palha continua se afogando. O rio não ouve sua voz e não sabe que a palha está lutando contra ele. É uma palha muito pequena; o rio não sabe que ela existe, e ela não faz a menor diferença para ele.
Mas para a palha é uma questão de grande importância. É a maior dificuldade de sua vida. Ela está se afogando, mas continua lutando, ela chegará ao mesmo lugar que chegaria se não estivesse lutando.
No entanto, como está lutando, esse momento, esse período será de dor, de pesar, de conflitoe ansiedade.
A palha perto dela se soltou. Ela não está indo contra o fluxo; está deitada reta, na direção em que o rio está correndo — e acredita que está ajudando o rio a correr.
O rio também não conhece a existência dessa palha. A palha pensa que, como está levando o rio para o mar, o rio vai chegar lá. E o rio desconhece essa ajuda.
Tudo isso não faz a menor diferença para o rio, mas para as duas palhas trata-se de um assunto de grande importância. Aquela que está guiando o fluxo do rio está sentindo uma imensa alegria; está dançando, repleta de prazer.
A palha que está lutando contra o rio está sofrendo muito. Sua dança não é uma dança: é um pesadelo. Nada mais é do que uma torção de seu corpo, ela está com problemas, está sendo derrotada; enquanto aquela que está indo com o rio está vencendo.
Um indivíduo é incapaz de fazer qualquer coisa exceto aquilo que seja a vontade do todo. Mas ele tem a liberdade de lutar, e lutando ele tem a liberdade de ficar ansioso.
Sartre disse algo importante: "O homem está condenado a ser livre". O homem está fadado, está condenado, está amaldiçoado a ser livre.
No entanto, o homem pode usar sua liberdade de duas maneiras. Pode usar sua liberdade contra a vontade da existência e criar um conflito. Nesse caso sua vida será de pesar, dor e angústia, e por fim ele será derrotado.
Outro indivíduo pode fazer de sua liberdade um objeto de entrega à existência — e sua vida será uma vida de alegria, uma vida de dança e canção. E qual será o resultado final? O final não será nada além de uma vitória para ele.
A palha que acredita que está ajudando o rio tem a probabilidade de ser vitoriosa. Ela não pode ser derrotada. A palha que tenta parar o rio certamente será derrotada. Ela não pode vencer.
Então é impossível conhecer a vontade da existência, mas certamente é possível transformar-se em um com a existência. E se esse for o caso, então a vontade de uma pessoa desaparecerá e apenas a vontade da existência permanecerá.
Apesar de as águas do rio continuarem rolando e a palha ser incapaz de controlá-las, ela continua gritando que o rio será contido: está se gabando de que, quer ela viva ou morra, o rio será contido.
Mas essa palha continua se afogando. O rio não ouve sua voz e não sabe que a palha está lutando contra ele. É uma palha muito pequena; o rio não sabe que ela existe, e ela não faz a menor diferença para ele.
Mas para a palha é uma questão de grande importância. É a maior dificuldade de sua vida. Ela está se afogando, mas continua lutando, ela chegará ao mesmo lugar que chegaria se não estivesse lutando.
No entanto, como está lutando, esse momento, esse período será de dor, de pesar, de conflitoe ansiedade.
A palha perto dela se soltou. Ela não está indo contra o fluxo; está deitada reta, na direção em que o rio está correndo — e acredita que está ajudando o rio a correr.
O rio também não conhece a existência dessa palha. A palha pensa que, como está levando o rio para o mar, o rio vai chegar lá. E o rio desconhece essa ajuda.
Tudo isso não faz a menor diferença para o rio, mas para as duas palhas trata-se de um assunto de grande importância. Aquela que está guiando o fluxo do rio está sentindo uma imensa alegria; está dançando, repleta de prazer.
A palha que está lutando contra o rio está sofrendo muito. Sua dança não é uma dança: é um pesadelo. Nada mais é do que uma torção de seu corpo, ela está com problemas, está sendo derrotada; enquanto aquela que está indo com o rio está vencendo.
Um indivíduo é incapaz de fazer qualquer coisa exceto aquilo que seja a vontade do todo. Mas ele tem a liberdade de lutar, e lutando ele tem a liberdade de ficar ansioso.
Sartre disse algo importante: "O homem está condenado a ser livre". O homem está fadado, está condenado, está amaldiçoado a ser livre.
No entanto, o homem pode usar sua liberdade de duas maneiras. Pode usar sua liberdade contra a vontade da existência e criar um conflito. Nesse caso sua vida será de pesar, dor e angústia, e por fim ele será derrotado.
Outro indivíduo pode fazer de sua liberdade um objeto de entrega à existência — e sua vida será uma vida de alegria, uma vida de dança e canção. E qual será o resultado final? O final não será nada além de uma vitória para ele.
A palha que acredita que está ajudando o rio tem a probabilidade de ser vitoriosa. Ela não pode ser derrotada. A palha que tenta parar o rio certamente será derrotada. Ela não pode vencer.
Então é impossível conhecer a vontade da existência, mas certamente é possível transformar-se em um com a existência. E se esse for o caso, então a vontade de uma pessoa desaparecerá e apenas a vontade da existência permanecerá.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Satyaprem - Você é o Espelho ...
Participante – Pelo que tenho acessado através dos nossos encontros, compreendo então, que a proposta é, cada vez mais, se manter tranquilo como o espelho diante daquilo que está passando.
Satya - Não, a proposta é que, cada vez mais, você note que o espelho está tranquilo em frente àquilo que está passando. Não se mantenha focado no objeto, porque é exatamente a percepção de que o espelho está tranquilo, que “des-mantém” você. Compreende?
Participante – Sim, compreendo. É que, o que acontece normalmente, é: quando algo perturbador está sendo refletido, nós ficamos perturbados com o que está sendo refletido...
Satya - Observa o seguinte: algo está sendo refletido e você fica perturbado com o que está sendo refletido. Note se a perturbação não é mais uma reflexão. Porque, percebendo isso, você há de chegar ao espelho, que não está perturbado. O único problema é identificar-se com os reflexos.
Observe atentamente... Algo está acontecendo, e o perturbou. Essa perturbação é mais uma reflexão ocorrendo diante do espelho ou é o espelho, de fato, perturbado? O que estou querendo dizer é que, se uma perturbação surge, veja que é o objeto observado – esse sistema corpo-mente que equivocadamente é chamado de “você” – que está perturbado, e ele não é você. Você está por trás, observando o objeto perturbado, a perturbação e aquilo que a causou... Você é pura observação, a atenção sem escolha.
Isso implica que você não precisa evitar a perturbação. Você não precisa “des-perturbar-se”, porque aquele que está perturbado não é você. Quem está perturbado é o objeto observado, e ele pode estar perturbado – tanto que está. Porém, nem sequer um único adjetivo pode ser acrescentado à observação que você é.
O objeto está perturbado e você o observa. Estamos entendidos?
Participante – Nesse momento, percebo que eu não tinha entendido nada. Mas ao mesmo tempo é como se eu pudesse ver o que você estava apontando. Me ocorre que às vezes eu tenho dificuldade para acompanhar, porque ora a mente está mais calma e em outro instante não está. Mas você falou agora e tudo clareou de novo.
Satya - Esse é o verdadeiro propósito de estarmos aqui – não há nenhum outro. Se quer saber a minha proposta, proponho que você, simplesmente, investigue aquilo que está sendo levantado e permaneça quieto. Não se mova, tampouco se comova com os reflexos diante do espelho. O espelho permanece infinitamente vazio – e isso é o que você veio resgatar aqui.
Satya - Não, a proposta é que, cada vez mais, você note que o espelho está tranquilo em frente àquilo que está passando. Não se mantenha focado no objeto, porque é exatamente a percepção de que o espelho está tranquilo, que “des-mantém” você. Compreende?
Participante – Sim, compreendo. É que, o que acontece normalmente, é: quando algo perturbador está sendo refletido, nós ficamos perturbados com o que está sendo refletido...
Satya - Observa o seguinte: algo está sendo refletido e você fica perturbado com o que está sendo refletido. Note se a perturbação não é mais uma reflexão. Porque, percebendo isso, você há de chegar ao espelho, que não está perturbado. O único problema é identificar-se com os reflexos.
Observe atentamente... Algo está acontecendo, e o perturbou. Essa perturbação é mais uma reflexão ocorrendo diante do espelho ou é o espelho, de fato, perturbado? O que estou querendo dizer é que, se uma perturbação surge, veja que é o objeto observado – esse sistema corpo-mente que equivocadamente é chamado de “você” – que está perturbado, e ele não é você. Você está por trás, observando o objeto perturbado, a perturbação e aquilo que a causou... Você é pura observação, a atenção sem escolha.
Isso implica que você não precisa evitar a perturbação. Você não precisa “des-perturbar-se”, porque aquele que está perturbado não é você. Quem está perturbado é o objeto observado, e ele pode estar perturbado – tanto que está. Porém, nem sequer um único adjetivo pode ser acrescentado à observação que você é.
O objeto está perturbado e você o observa. Estamos entendidos?
Participante – Nesse momento, percebo que eu não tinha entendido nada. Mas ao mesmo tempo é como se eu pudesse ver o que você estava apontando. Me ocorre que às vezes eu tenho dificuldade para acompanhar, porque ora a mente está mais calma e em outro instante não está. Mas você falou agora e tudo clareou de novo.
Satya - Esse é o verdadeiro propósito de estarmos aqui – não há nenhum outro. Se quer saber a minha proposta, proponho que você, simplesmente, investigue aquilo que está sendo levantado e permaneça quieto. Não se mova, tampouco se comova com os reflexos diante do espelho. O espelho permanece infinitamente vazio – e isso é o que você veio resgatar aqui.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Satyaprem - Ruptura...
A mente pensa que é o observador e tenta descrevê-lo; porque, no sistema em que se encontra, ela só sobrevive na contenção dos conceitos. Por isso, quando é proposta a soltura do não-saber, ela não consegue. A proposta, em Satsang, é que você verifique exatamente isso.
Os parâmetros desse trânsito que proponho, repousa no dualismo entre a Verdade e a mentira como sendo opostos. Tem a ilha da mente e tem a capacidade do ver. Traduzindo: tem a mentira e a Verdade. Observe com qual das duas possibilidades você estabelece uma relação mais amorosa, mais silenciosa, mais tranquila e mais pacífica.
A mentira se apega à descrição dos objetos observados. A Verdade é a capacidade de ver e a realização de que aquele que vê nunca é transformado num objeto, portanto, não pode ser visto. Aqui, você permanece como pura subjetividade e suspende toda a sua existência na capacidade de ver, sabendo que esse ver não é interrompido jamais.
Dê-se conta disso. E esse dar-se conta implica no próprio ver vendo a si mesmo. Estamos diante de algo místico, portanto – místico porque rompe a razão. Em níveis objetivos aquele que vê não pode ser visto. No entanto a experiência mística pressupõe ver aquele que vê – transcende a lógica.
Enquanto você permanece com todo o seu olhar para fora, descrevendo os objetos observados, diante da proposta aberta em Satsang, se abre a possibilidade de ver aquele que vê.
Quando isso acontece, rompe-se algo no seu sistema. Diga-se de passagem, pode ser que essa ruptura já tenha ocorrido algumas tantas vezes, mas o sistema não se permite permanecer rompido, ele se reconstitui muito rapidamente – em tese. Até que, insistentemente, afastando-se da identificação com o objeto observado e aproximando-se mais e mais da observação como sendo você, esse ambiente da ruptura toma proporções muito maiores e se torna a sua morada.
Os parâmetros desse trânsito que proponho, repousa no dualismo entre a Verdade e a mentira como sendo opostos. Tem a ilha da mente e tem a capacidade do ver. Traduzindo: tem a mentira e a Verdade. Observe com qual das duas possibilidades você estabelece uma relação mais amorosa, mais silenciosa, mais tranquila e mais pacífica.
A mentira se apega à descrição dos objetos observados. A Verdade é a capacidade de ver e a realização de que aquele que vê nunca é transformado num objeto, portanto, não pode ser visto. Aqui, você permanece como pura subjetividade e suspende toda a sua existência na capacidade de ver, sabendo que esse ver não é interrompido jamais.
Dê-se conta disso. E esse dar-se conta implica no próprio ver vendo a si mesmo. Estamos diante de algo místico, portanto – místico porque rompe a razão. Em níveis objetivos aquele que vê não pode ser visto. No entanto a experiência mística pressupõe ver aquele que vê – transcende a lógica.
Enquanto você permanece com todo o seu olhar para fora, descrevendo os objetos observados, diante da proposta aberta em Satsang, se abre a possibilidade de ver aquele que vê.
Quando isso acontece, rompe-se algo no seu sistema. Diga-se de passagem, pode ser que essa ruptura já tenha ocorrido algumas tantas vezes, mas o sistema não se permite permanecer rompido, ele se reconstitui muito rapidamente – em tese. Até que, insistentemente, afastando-se da identificação com o objeto observado e aproximando-se mais e mais da observação como sendo você, esse ambiente da ruptura toma proporções muito maiores e se torna a sua morada.
sábado, 15 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
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