A proposta é simples: o que é apresentado em Satsang não almeja levá-lo a nenhum lugar, senão ao "aqui e agora".
Desapegue da obsessão de ir para o passado e para o futuro e note que isso que chamamos de "Consciência" não existe nem no futuro nem no passado.
No passado e no futuro existem pensamentos, ideias e imaginação. No aqui e agora só há Consciência. A linguagem não consegue dizer tudo, e isso – às vezes – aparenta uma contradição.
Se você começa a notar que não há mais tanto interesse pela sua história – nem pregressa nem futura –, que o seu interesse está pousado na presença aconchegante, aquietante e silenciosa, isso significa que você está ouvindo o Silêncio para o qual Satsang aponta.
Neste ponto há expansão, seu tamanho não é mais o mesmo. Esta é a "textura" do Silêncio e aquilo que é inerente ao aqui e agora fica transparente. Isso é Verdade, Consciência e Paz.
Permita que isso penetre em você e veja a noção de quem você é, a sua história pessoal, perder completamente a importância.
Nisso, o relaxamento entra. O que o deixa tenso é a história – é o que passou e o que virá.
Sem as histórias, você se torna um bebê, uma criança, sem futuro e sem nenhum passado. Ou seja, sem preocupação.
Nesse momento, confie, o seu sistema se reorganizará.
Agora, toda a energia vital está disponível, não está mais indo para sua mente.
Você tem buscado por "qualidade de vida"? Esta é a melhor qualidade que uma vida possa merecer. Sem passado e sem futuro não existem tensões, e as possibilidades se ampliam infinitamente.
Se você está em busca da verdade, que está dentro de você mesmo, aqui há textos e vídeos de pessoas que a encontraram. English: If you are in search of truth, which is within yourself, here there are texts and videos of people who found it.
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Satyaprem - Você é o Espelho ...
Participante – Pelo que tenho acessado através dos nossos encontros, compreendo então, que a proposta é, cada vez mais, se manter tranquilo como o espelho diante daquilo que está passando.
Satya - Não, a proposta é que, cada vez mais, você note que o espelho está tranquilo em frente àquilo que está passando. Não se mantenha focado no objeto, porque é exatamente a percepção de que o espelho está tranquilo, que “des-mantém” você. Compreende?
Participante – Sim, compreendo. É que, o que acontece normalmente, é: quando algo perturbador está sendo refletido, nós ficamos perturbados com o que está sendo refletido...
Satya - Observa o seguinte: algo está sendo refletido e você fica perturbado com o que está sendo refletido. Note se a perturbação não é mais uma reflexão. Porque, percebendo isso, você há de chegar ao espelho, que não está perturbado. O único problema é identificar-se com os reflexos.
Observe atentamente... Algo está acontecendo, e o perturbou. Essa perturbação é mais uma reflexão ocorrendo diante do espelho ou é o espelho, de fato, perturbado? O que estou querendo dizer é que, se uma perturbação surge, veja que é o objeto observado – esse sistema corpo-mente que equivocadamente é chamado de “você” – que está perturbado, e ele não é você. Você está por trás, observando o objeto perturbado, a perturbação e aquilo que a causou... Você é pura observação, a atenção sem escolha.
Isso implica que você não precisa evitar a perturbação. Você não precisa “des-perturbar-se”, porque aquele que está perturbado não é você. Quem está perturbado é o objeto observado, e ele pode estar perturbado – tanto que está. Porém, nem sequer um único adjetivo pode ser acrescentado à observação que você é.
O objeto está perturbado e você o observa. Estamos entendidos?
Participante – Nesse momento, percebo que eu não tinha entendido nada. Mas ao mesmo tempo é como se eu pudesse ver o que você estava apontando. Me ocorre que às vezes eu tenho dificuldade para acompanhar, porque ora a mente está mais calma e em outro instante não está. Mas você falou agora e tudo clareou de novo.
Satya - Esse é o verdadeiro propósito de estarmos aqui – não há nenhum outro. Se quer saber a minha proposta, proponho que você, simplesmente, investigue aquilo que está sendo levantado e permaneça quieto. Não se mova, tampouco se comova com os reflexos diante do espelho. O espelho permanece infinitamente vazio – e isso é o que você veio resgatar aqui.
Satya - Não, a proposta é que, cada vez mais, você note que o espelho está tranquilo em frente àquilo que está passando. Não se mantenha focado no objeto, porque é exatamente a percepção de que o espelho está tranquilo, que “des-mantém” você. Compreende?
Participante – Sim, compreendo. É que, o que acontece normalmente, é: quando algo perturbador está sendo refletido, nós ficamos perturbados com o que está sendo refletido...
Satya - Observa o seguinte: algo está sendo refletido e você fica perturbado com o que está sendo refletido. Note se a perturbação não é mais uma reflexão. Porque, percebendo isso, você há de chegar ao espelho, que não está perturbado. O único problema é identificar-se com os reflexos.
Observe atentamente... Algo está acontecendo, e o perturbou. Essa perturbação é mais uma reflexão ocorrendo diante do espelho ou é o espelho, de fato, perturbado? O que estou querendo dizer é que, se uma perturbação surge, veja que é o objeto observado – esse sistema corpo-mente que equivocadamente é chamado de “você” – que está perturbado, e ele não é você. Você está por trás, observando o objeto perturbado, a perturbação e aquilo que a causou... Você é pura observação, a atenção sem escolha.
Isso implica que você não precisa evitar a perturbação. Você não precisa “des-perturbar-se”, porque aquele que está perturbado não é você. Quem está perturbado é o objeto observado, e ele pode estar perturbado – tanto que está. Porém, nem sequer um único adjetivo pode ser acrescentado à observação que você é.
O objeto está perturbado e você o observa. Estamos entendidos?
Participante – Nesse momento, percebo que eu não tinha entendido nada. Mas ao mesmo tempo é como se eu pudesse ver o que você estava apontando. Me ocorre que às vezes eu tenho dificuldade para acompanhar, porque ora a mente está mais calma e em outro instante não está. Mas você falou agora e tudo clareou de novo.
Satya - Esse é o verdadeiro propósito de estarmos aqui – não há nenhum outro. Se quer saber a minha proposta, proponho que você, simplesmente, investigue aquilo que está sendo levantado e permaneça quieto. Não se mova, tampouco se comova com os reflexos diante do espelho. O espelho permanece infinitamente vazio – e isso é o que você veio resgatar aqui.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Satyaprem - Ruptura...
A mente pensa que é o observador e tenta descrevê-lo; porque, no sistema em que se encontra, ela só sobrevive na contenção dos conceitos. Por isso, quando é proposta a soltura do não-saber, ela não consegue. A proposta, em Satsang, é que você verifique exatamente isso.
Os parâmetros desse trânsito que proponho, repousa no dualismo entre a Verdade e a mentira como sendo opostos. Tem a ilha da mente e tem a capacidade do ver. Traduzindo: tem a mentira e a Verdade. Observe com qual das duas possibilidades você estabelece uma relação mais amorosa, mais silenciosa, mais tranquila e mais pacífica.
A mentira se apega à descrição dos objetos observados. A Verdade é a capacidade de ver e a realização de que aquele que vê nunca é transformado num objeto, portanto, não pode ser visto. Aqui, você permanece como pura subjetividade e suspende toda a sua existência na capacidade de ver, sabendo que esse ver não é interrompido jamais.
Dê-se conta disso. E esse dar-se conta implica no próprio ver vendo a si mesmo. Estamos diante de algo místico, portanto – místico porque rompe a razão. Em níveis objetivos aquele que vê não pode ser visto. No entanto a experiência mística pressupõe ver aquele que vê – transcende a lógica.
Enquanto você permanece com todo o seu olhar para fora, descrevendo os objetos observados, diante da proposta aberta em Satsang, se abre a possibilidade de ver aquele que vê.
Quando isso acontece, rompe-se algo no seu sistema. Diga-se de passagem, pode ser que essa ruptura já tenha ocorrido algumas tantas vezes, mas o sistema não se permite permanecer rompido, ele se reconstitui muito rapidamente – em tese. Até que, insistentemente, afastando-se da identificação com o objeto observado e aproximando-se mais e mais da observação como sendo você, esse ambiente da ruptura toma proporções muito maiores e se torna a sua morada.
Os parâmetros desse trânsito que proponho, repousa no dualismo entre a Verdade e a mentira como sendo opostos. Tem a ilha da mente e tem a capacidade do ver. Traduzindo: tem a mentira e a Verdade. Observe com qual das duas possibilidades você estabelece uma relação mais amorosa, mais silenciosa, mais tranquila e mais pacífica.
A mentira se apega à descrição dos objetos observados. A Verdade é a capacidade de ver e a realização de que aquele que vê nunca é transformado num objeto, portanto, não pode ser visto. Aqui, você permanece como pura subjetividade e suspende toda a sua existência na capacidade de ver, sabendo que esse ver não é interrompido jamais.
Dê-se conta disso. E esse dar-se conta implica no próprio ver vendo a si mesmo. Estamos diante de algo místico, portanto – místico porque rompe a razão. Em níveis objetivos aquele que vê não pode ser visto. No entanto a experiência mística pressupõe ver aquele que vê – transcende a lógica.
Enquanto você permanece com todo o seu olhar para fora, descrevendo os objetos observados, diante da proposta aberta em Satsang, se abre a possibilidade de ver aquele que vê.
Quando isso acontece, rompe-se algo no seu sistema. Diga-se de passagem, pode ser que essa ruptura já tenha ocorrido algumas tantas vezes, mas o sistema não se permite permanecer rompido, ele se reconstitui muito rapidamente – em tese. Até que, insistentemente, afastando-se da identificação com o objeto observado e aproximando-se mais e mais da observação como sendo você, esse ambiente da ruptura toma proporções muito maiores e se torna a sua morada.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Satyaprem - Você não é sua mente...
Dê boas-vindas a todos os pensamentos, sentimentos, a todos os seus processos. Pare de julgar tudo como inadequado, não há inadequação. As coisas estão acontecendo porque estão acontecendo, você não precisa fazer nada. Todas as ideias que colocaram dentro de você, de que algo precisa ser feito, é perda de tempo. Você é perfeito do jeito que é e isso tem que ser absorvido por você.
Veja claramente, sem nenhuma dúvida. Não estamos aqui para acreditar em nada, não acredite no que estou falando. Olhe, verifique, observe e veja se tem sentido, se é tangível para você. Se for, é seu, e ninguém pode lhe roubar – porque não foi dado por ninguém –, você está vendo com seus próprios olhos.
Lembre-se: a essência da mente é pensar, então, ela pensa. Não se confunda! Deixe-a pensar! Até agora, você tem brigado com isso, não tem aceitado. Mas você só encontra inadequação na realidade porque leu em algum lugar que era preciso parar de pensar. Então, um mínimo entendimento é necessário. Investigue e veja quem é que pensa. Você pensa ou você observa os pensamentos tanto quanto qualquer outra ocorrência no espaço-tempo? O Ser não pensa.
Você, portanto, não precisa parar de pensar, apenas dê-se conta de que quem você verdadeiramente é não pensa. O equívoco fundamental é confundir-se com a sua mente. Se preciso, escreva no espelho do seu banheiro: “Eu não sou a mente!” O único próposito disso é que você dê as boas-vindas a tudo, porque, desse modo, a mente se aquieta e não tem o que fazer. Dê à sua mente um palco, onde ela goste e possa atuar à vontade, e fique sentado na platéia, aplaudindo, se for o caso. Permita que ela faça o que quiser e seja apenas um observador. Pois você é o observador, quer queira ou não, saiba ou não, goste ou não – você não tem escolha. E sabe o nome disso? Isso é liberdade!
Apenas faça a sua parte, olhe e veja! Veja se o que está sendo dito faz sentido, se o liberta, se o livra de culpas, se o acalma ou se te dá mais coisas para pensar e fazer. Veja o que é que o relaxa e o mantém tranquilo.
Isso com que você se identifica como sendo você, não tem o menor apito na realidade. Dê-se conta! Veja as árvores lá fora, olhe pela janela e veja a magnitude de tudo. Olhe para o céu, veja a grandiosidade em sua volta, e reconheça a sua pequenez. Seu corpo e sua mente são ondas no oceano. Você é o oceano, deixe que ele tome conta disso
Veja claramente, sem nenhuma dúvida. Não estamos aqui para acreditar em nada, não acredite no que estou falando. Olhe, verifique, observe e veja se tem sentido, se é tangível para você. Se for, é seu, e ninguém pode lhe roubar – porque não foi dado por ninguém –, você está vendo com seus próprios olhos.
Lembre-se: a essência da mente é pensar, então, ela pensa. Não se confunda! Deixe-a pensar! Até agora, você tem brigado com isso, não tem aceitado. Mas você só encontra inadequação na realidade porque leu em algum lugar que era preciso parar de pensar. Então, um mínimo entendimento é necessário. Investigue e veja quem é que pensa. Você pensa ou você observa os pensamentos tanto quanto qualquer outra ocorrência no espaço-tempo? O Ser não pensa.
Você, portanto, não precisa parar de pensar, apenas dê-se conta de que quem você verdadeiramente é não pensa. O equívoco fundamental é confundir-se com a sua mente. Se preciso, escreva no espelho do seu banheiro: “Eu não sou a mente!” O único próposito disso é que você dê as boas-vindas a tudo, porque, desse modo, a mente se aquieta e não tem o que fazer. Dê à sua mente um palco, onde ela goste e possa atuar à vontade, e fique sentado na platéia, aplaudindo, se for o caso. Permita que ela faça o que quiser e seja apenas um observador. Pois você é o observador, quer queira ou não, saiba ou não, goste ou não – você não tem escolha. E sabe o nome disso? Isso é liberdade!
Apenas faça a sua parte, olhe e veja! Veja se o que está sendo dito faz sentido, se o liberta, se o livra de culpas, se o acalma ou se te dá mais coisas para pensar e fazer. Veja o que é que o relaxa e o mantém tranquilo.
Isso com que você se identifica como sendo você, não tem o menor apito na realidade. Dê-se conta! Veja as árvores lá fora, olhe pela janela e veja a magnitude de tudo. Olhe para o céu, veja a grandiosidade em sua volta, e reconheça a sua pequenez. Seu corpo e sua mente são ondas no oceano. Você é o oceano, deixe que ele tome conta disso
sábado, 3 de setembro de 2011
Satyaprem - A Verdade Nua e Crua ...
Identificado com o corpo e com a mente, você ignora a sua própria natureza. Nessa ignorância, está o sofrimento. Quando você não faz vista-grossa para a sua natureza, que é Observação, você não mais se identifica com a forma.
É uma questão de percepção. Ou você se identifica com a sua natureza ou com a forma, com o corpo e com a mente. Identificado com a forma, você se reconhece como sendo as nuvens que passam. No entanto, o céu não deixa de ser o céu, ainda que ele pense ser as nuvens que estão passando. Clareza acontece quando isso se resolve internamente.
Por que estou dizendo isso? Porque quando você se identifica com a forma, com a nuvem, você teme a morte. Aliás, você teme um monte de coisas. Você sofre de apegos e desapegos. Liberdade acontece quando você repousa na sua natureza, na Observação que você é.
Sofrimento é ignorância de si. Na verdade, não existe sofrimento. Quem sofre é o corpo e a mente. E estamos aqui para investigar o fato da mente e do corpo não existirem. E, se você entende, essa percepção aniquila toda e qualquer carga decorrida da forma. A verdade é que só existe Consciência! Observação é tudo o que existe.
Permita que isso seja acomodado em você: as nuvens vêm e vão sem causar o menor transtorno ao céu. O céu continua o mesmo, ileso.
Essa é a Natureza do teu ser. Isso é você! Você permanece ileso. Ainda que alguém o machuque, ainda que alguém o elogie – tudo isso está acontecendo na periferia –, você permanece, apesar de qualquer coisa, imparcial.
Há uma chance de esclarecer e realizar isso. É o que chamam de iluminação. De repente, torna-se transparente que ela não existe. E a única coisa que você pode fazer por essa realização é ouvir o que está sendo apontado em Satsang e elaborar internamente, ao ponto máximo de compreensão. Porque se houver uma mínima confusão, você não irá fazer investigação nenhuma.
Portanto, pondere: mente e corpo não existem. Tudo o que existe é Consciência.
Consciência ignorante de si mesma é mente.
Consciência reconhecendo a si mesma é não-mente.
E isso não é um acontecimento, é algo que está presente, aqui e agora.
É uma questão de percepção. Ou você se identifica com a sua natureza ou com a forma, com o corpo e com a mente. Identificado com a forma, você se reconhece como sendo as nuvens que passam. No entanto, o céu não deixa de ser o céu, ainda que ele pense ser as nuvens que estão passando. Clareza acontece quando isso se resolve internamente.
Por que estou dizendo isso? Porque quando você se identifica com a forma, com a nuvem, você teme a morte. Aliás, você teme um monte de coisas. Você sofre de apegos e desapegos. Liberdade acontece quando você repousa na sua natureza, na Observação que você é.
Sofrimento é ignorância de si. Na verdade, não existe sofrimento. Quem sofre é o corpo e a mente. E estamos aqui para investigar o fato da mente e do corpo não existirem. E, se você entende, essa percepção aniquila toda e qualquer carga decorrida da forma. A verdade é que só existe Consciência! Observação é tudo o que existe.
Permita que isso seja acomodado em você: as nuvens vêm e vão sem causar o menor transtorno ao céu. O céu continua o mesmo, ileso.
Essa é a Natureza do teu ser. Isso é você! Você permanece ileso. Ainda que alguém o machuque, ainda que alguém o elogie – tudo isso está acontecendo na periferia –, você permanece, apesar de qualquer coisa, imparcial.
Há uma chance de esclarecer e realizar isso. É o que chamam de iluminação. De repente, torna-se transparente que ela não existe. E a única coisa que você pode fazer por essa realização é ouvir o que está sendo apontado em Satsang e elaborar internamente, ao ponto máximo de compreensão. Porque se houver uma mínima confusão, você não irá fazer investigação nenhuma.
Portanto, pondere: mente e corpo não existem. Tudo o que existe é Consciência.
Consciência ignorante de si mesma é mente.
Consciência reconhecendo a si mesma é não-mente.
E isso não é um acontecimento, é algo que está presente, aqui e agora.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Satyaprem - Apontando claramente para a Verdade...
Se puder ver o que há além do que a sua mente conhece, isso será
suficiente, a semente estará plantada. Você quer experimentar a ausência
dos pensamentos e das emoções, mas onde está buscando essa experiência?
Fique quieto, agora, e veja qual o pensamento, qual a emoção que surge no
silêncio. Pare tudo por um segundo, essa é a semente de tudo.
Se nesse instante você nota que não tem nenhuma emoção e nenhum pensamento,
se abre a possibilidade de que você reconheça essa visão como preciosa e abismal.
Não está em nenhum outro lugar, senão aqui. Está sempre aqui!
Sempre que existe alguém disposto a se afastar dos pensamentos, a se
afastar das emoções, a se afastar de si mesmo, o aqui se abre.
E, por favor, não guarde isso como uma memória, não tenha uma memória do aqui.
Reconheça a possibilidade preciosa de estar sempre presente. O aqui é
eterno, isso é matemático, o aqui não termina.
Quando os pensamentos aparecem, isso exige de você um pouco mais de
acuidade, para que você veja que, mesmo que os pensamentos estejam
presentes, o Silêncio permanece.
Sem investigação, apenas parece que o Silêncio desaparece, mas isso não é verdade.
É justamente por causa do Silêncio que existe a possibilidade do ruído.
Se não houvesse Silêncio, não haveria ruído.
O Silêncio é a fonte de tudo, de onde tudo vem e para onde tudo vai.
Quem é você? Você é o ruído?
Se eu digo que sou o "Satyaprem", o Satyaprem é um ruído.
Se eu digo que sou o "corpo", o corpo é um ruído na Consciência que eu sou.
A equação é simples. Se olhar para fora você é um corpo. Se olhar para
fora, em termos emocionais, você é alguma sensação definida pelas
circunstâncias.
Se olhar para a sua mente, você é uma memória espelhada nas experiências.
suficiente, a semente estará plantada. Você quer experimentar a ausência
dos pensamentos e das emoções, mas onde está buscando essa experiência?
Fique quieto, agora, e veja qual o pensamento, qual a emoção que surge no
silêncio. Pare tudo por um segundo, essa é a semente de tudo.
Se nesse instante você nota que não tem nenhuma emoção e nenhum pensamento,
se abre a possibilidade de que você reconheça essa visão como preciosa e abismal.
Não está em nenhum outro lugar, senão aqui. Está sempre aqui!
Sempre que existe alguém disposto a se afastar dos pensamentos, a se
afastar das emoções, a se afastar de si mesmo, o aqui se abre.
E, por favor, não guarde isso como uma memória, não tenha uma memória do aqui.
Reconheça a possibilidade preciosa de estar sempre presente. O aqui é
eterno, isso é matemático, o aqui não termina.
Quando os pensamentos aparecem, isso exige de você um pouco mais de
acuidade, para que você veja que, mesmo que os pensamentos estejam
presentes, o Silêncio permanece.
Sem investigação, apenas parece que o Silêncio desaparece, mas isso não é verdade.
É justamente por causa do Silêncio que existe a possibilidade do ruído.
Se não houvesse Silêncio, não haveria ruído.
O Silêncio é a fonte de tudo, de onde tudo vem e para onde tudo vai.
Quem é você? Você é o ruído?
Se eu digo que sou o "Satyaprem", o Satyaprem é um ruído.
Se eu digo que sou o "corpo", o corpo é um ruído na Consciência que eu sou.
A equação é simples. Se olhar para fora você é um corpo. Se olhar para
fora, em termos emocionais, você é alguma sensação definida pelas
circunstâncias.
Se olhar para a sua mente, você é uma memória espelhada nas experiências.
Mas ao olhar para dentro, você é Silêncio.
E não tem como fugir disso, não importa o quanto você tente, mais cedo ou mais tarde você irá se acomodar nisso. Aceite isso e lave as suas mãos. Deixe que tudo passe e você fica
sábado, 23 de julho de 2011
Satyaprem - Ninguém agora.
A partir da constatação de que não tem ninguém em lugar nenhum, os acontecimentos são observados sob a ótica da não importância. As coisas simplesmente acontecem, sem que haja um responsável por sua criação. Ninguém as criou, pelo simples fato de não ter ninguém.
Viver no presente engendra responder naturalmente às circunstâncias do momento, fazendo tudo o que se apresenta, sem tomar o que quer que seja como realidade. Afinal, a realidade é que você é a observação dos acontecimentos e, de maneira nenhuma, aquilo que observa é o objeto observado.
Responder com clareza aos acontecimentos, flui da atenção que você é. Render-se ao agora proporciona a visão clara e límpida de que não tem ninguém. Tudo o que acontece, acontece em você. Inclusive você – esse você pensado – é um acontecimento dentro da Consciência que você é.
Afaste-se daquilo que tem sido tomado como verdade e aproxime-se da Verdade proposta por Satsang. Sob esse aspecto, você pode estar atravessando o maior inferno sem a menor identificação com o sofrimento.
Viver no presente engendra responder naturalmente às circunstâncias do momento, fazendo tudo o que se apresenta, sem tomar o que quer que seja como realidade. Afinal, a realidade é que você é a observação dos acontecimentos e, de maneira nenhuma, aquilo que observa é o objeto observado.
Responder com clareza aos acontecimentos, flui da atenção que você é. Render-se ao agora proporciona a visão clara e límpida de que não tem ninguém. Tudo o que acontece, acontece em você. Inclusive você – esse você pensado – é um acontecimento dentro da Consciência que você é.
Afaste-se daquilo que tem sido tomado como verdade e aproxime-se da Verdade proposta por Satsang. Sob esse aspecto, você pode estar atravessando o maior inferno sem a menor identificação com o sofrimento.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Satyaprem - Você já é aquilo !
O único propósito é que você acorde, que você se dê conta da Verdade.
Este despertar pode ser destrutivo, de um certo ponto de vista, porque existem muitos sonhos que não podem permanecer intactos, se você se expõe ao Silêncio.
Por outro lado, se você ficar se protegendo, selecionando e interpretando o que ouve, não tem como chegar ao mesmo ponto.
No entanto, se você alinha com a proposta de Satsang, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, quando você menos esperar, “você” já era.
Se eu fosse mais sério, estaria falando de “entrega”, de “rendição”...
Mas prefiro propor que você venha de braços abertos. Abra os braços e deixe o Silêncio penetrar em você. Veja que o que estou o convidando a ver já é seu.
O meu convite é nada mais nada menos do que aceitação.
Mesmo que você esteja completamente negativo em relação ao mundo, aceite isso.
Celebre e pratique a aceitação.
Veja que não há problema e você corre um grande risco de entender o que estou dizendo e sorrir de tudo.
Se você é miserável, saiba que você é perfeitamente miserável, do jeito que tem de ser, do jeito que Deus quer que você seja. Você é perfeitamente isso ou aquilo, do jeito que Deus quer que seja. Acorde!
O que todas as pessoas querem, não importa o que digam, é a Paz que o Ser contém. É óbvio que isso que estamos contemplando em Satsang é conflitante com o que o mundo nos apresenta – ligue a TV e veja.
As pessoas não se dão conta que defendem e protegem uma paz artificial. Ouse questionar isso e veja um grande potencial que se abre. Seja corajoso o suficiente para colocar de lado o que pensa e assumir, elegantemente, essa nova visão.
Juntos, essa percepção se torna mais forte.
Permaneça próximo e espere, é quase como aguardar o cozimento de uma comida. Ou, ainda, é como pegar uma semente e pôr na terra. Você não pode querer que ela dê frutos no dia seguinte, é preciso esperar.
Espere pacientemente pelo seu florescimento. E, depois do florescimento, os frutos.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Satyaprem - Você não é o que você pensa que é !
A mente elabora tornar-se um santo ser o mais próximo da iluminação. Ela propõe que você não faça nada errado, nem pense “coisas feias” – e é exatamente essa lógica que gera a impossibilidade. Você só não alcança o real a esse respeito, porque está imaginando. Desse jeito, você tem renegado a si mesmo, consistentemente, com a esperança de que um dia possa descobrir algo que venha a remover todos os seus erros.
Por que você não experimenta sentar-se sem fazer nada exatamente agora? Não tem nada a ver com o que vai acontecer amanhã, não tem nada a ver com o que aconteceu ontem, não tem nada a ver com que idade o seu corpo tem, não tem nada a ver com o conteúdo da sua mente, não tem nada a ver com a sua memória emocional... Cancele tudo isso e tenha uma breve prova da leveza do Ser.
Este convite é incompreensível para a mente, essa é uma festa para a qual ela não foi convidada. Ela fica na porta e, obviamente, se rebela. Ela não gosta da ideia de não poder entrar nesta festa. Mas o problema é que nesta festa não existe mente... Não é que ela seja excluída, é que neste ambiente, nesta festa, a mente é inexistente.
Mas você insiste, querendo saber se encontrará a felicidade, caso compreenda isso. E eu, da minha maneira, insisto em revelar que você não vai ser feliz, porque isso não pode ser compreendido e porque felicidade não está em pauta – sinto muito! Até gostaria de gerar um discurso amigável em defesa da sua felicidade, mas não tem como. Aquilo que Satsang está propondo não tem como ser contido – é absolutamente novo e instantâneo, vive no instante.
Em Satsang, nada precisa ser feito, essa é uma permissão para simplesmente ser, e a mente não pode fazer absolutamente nada para o seu despertar. Despertar é justamente ver que você não é quem a mente diz que você é. O que pode a mente fazer a respeito de quem você é, posto que ela minta, a priori, sobre a sua verdadeira natureza?
Mais uma vez, eu insisto: quem é você, agora? Não prorrogue! Não venha com histórias de ontem, porque eu não estou aqui para ouví-las. Proponho um diálogo possível entre eu e você. É um diálogo arriscado e eu prometo ser cruel, pois não há tolerância alguma para com aquilo que é mentira. Sejamos francos! Afinal, você está atrás de um mestre ou de si mesmo? Você quer um mestre ou você quer a si mesmo?
Eu não proponho nenhum ritual, nenhuma nova religião. Não proponho absolutamente nada. Apenas se encante e desperte para a possibilidade de questionar verdadeiramente, sem mais delongas, quem você é. Se você se aproxima da intensidade desta pergunta, do fogo que esta pergunta engendra, você rompe com o tempo e cai no agora; e esse é o único propósito de estarmos aqui.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Satyaprem - Apontando para a verdade.
Outro dia me deparei com algo que dizia que o Deus cristão nos deu a escolha de sermos felizes ou tristes. Confesso que me pus a pensar a respeito de por quanto tempo temos convivido com isso... Simplesmente aceitamos essa crença como um fato, sem a menor investigação. Mas se trata de nada mais nada menos que um dogma, porque nunca foi objetivamente investigado.
O nosso interesse não está em reforçar algum dogma ou o que quer que seja. O nosso interesse é desorganizar o que está posto como verdade e ver o fato. Quando olharmos dessa maneira para a nossa própria existência, será possível notar que o corpo e a mente têm limitações intrínsecas, com irremediável impossibilidade de transcendência. Somente é possível dar-se conta das limitações, e apenas nesse movimento estará a possível transcendência.
Quando você desperta para o fato de que tanto a mente quanto o corpo são observados e que, portanto, você não é nem o corpo nem a mente, existem consequências liberadoras desse entendimento. Se o corpo não é você, e é o corpo que morre, fica óbvio que não é você quem morre. Se o corpo sofre e você não é o corpo, fica óbvio que não é você que sofre. Se o corpo está com fome e você não é o corpo, quem é que está com fome? Experimente conviver com esse entendimento.
Nesse momento é possível ver que, num nível mais sutil, o pronome “eu” foi removido. Essa sabedoria nasce em você para transformar a rotina dos acontecimentos numa nova maravilha.
Fome é algo que aparece na Consciência que você é. Quando aparece fome na Consciência, uma vez apertado o botão da fome, este computador corpo-mente, este objeto programado, sabe muito bem o que fazer. Um mero distanciamento e pode ser visto que fome está acontecendo. Assim como todas as coisas, a fome acontece e você é a observação dos acontecimentos.
Aqui destaco uma tênue e abismal diferença entre o iluminado antigo e o atual. Antigamente foi dito por alguns iluminados que eles não sentiam fome, medo, tesão, ciúmes, inveja... isso ou aquilo. Dessa forma foi criado um modelo. Quando olhávamos para a nossa realidade cheia desses sentimentos, não era tão simples fugir dos comparativos e, assim, iluminação jamais seria possível. No entanto, agora, é possível notar simplesmente que você não é aquele que sente tudo isso. Tudo apenas aparece e você é aquele que observa o aparecer e o desapareder das coisas.
Não existem mais modelos. Se ainda há um modelo na sua mente do que um acordado seja, você tentará impor sobre si mesmo. Apenas saiba que é o corpo que está sentindo isso ou aquilo e que é a mente que pensa isso ou aquilo. Apenas saiba que você é aquele que observa, e tudo estará na mais perfeita ordem.
Diante de tal esclarecimento, não mais existe briga ou impertinência, não mais existe não-aceitação em relação ao que está acontecendo. Agora você se tornou um amante daquilo que acontece. Você ama a tudo o que acontece, incondicionalmente. Em aceitação, você nota que nada precisa ser modificado, porque as limitações são do limitado e você é o sem limites.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Satyaprem - Ver versus fazer
Quando começamos a nos dar conta de que o “ver” é impessoal, nasce a possibilidade de realizar que o que acontece com o corpo no dia a dia, é pura expressão daquilo que somos.
A partir desse ponto, é muito mais importante “ver” do que qualquer “fazer”.
Acordar proporciona uma mudança de ponto de vista, um entendimento. Você começa a ver que o corpo e a mente não são você e tampouco têm escolha. Tudo o que acontece, acontece nisso. E isso vê tudo acontecer e desacontecer. Enquanto podemos por assim dizer que isso é um não-acontecimento.
A partir desse ponto, é muito mais importante “ver” do que qualquer “fazer”.
Qualquer coisa que você faça, decorre de uma série de circunstâncias, que não sabemos de antemão quais são. No entanto, o “ver” é absoluto. Ao procurar a entidade que você pensa ser, o que encontra? Aquiete-se e veja que, no lugar dessa entidade, há algo totalmente pacífico, silencioso e impessoal. Isso é você! Você pode não acreditar, mas é.
Acordar, então, é ver que nada precisa acontecer. Acordar não é algo que acontece para alguém. Acordar é a revelação de que não tem ninguém. Desse modo, não há nada para acontecer nem alguém com quem aconteça. Acordar acontece para ninguém. E, na verdade, não acontece.
As pessoas e talvez você também esteja procurando por um acontecimento. Este é um velho hábito. Estamos muito acostumados aos acontecimentos. O homem precisa de registros. Você tem o registro do seu nascimento, o registro da Primeira Comunhão, o registro da escola, o registro do noivado, o registro do casamento, o registro do divórcio... para tudo o que acontece, você tem um registro.
Até porque, se não houver nenhum registro, o que acontece com essa falsa entidade entitulada “eu”? Sem registros fica óbvio que a entidade não existe. Ela só existe porque existe registro dela, porque tem uma história para contar.
Já aquilo para onde Satsang aponta, para onde eu insisto em chamar a sua atenção, é algo que não precisa de registro. Porque, é nisso que as coisas acontecem. Tudo acontece e desacontece nisso. E isso não acontece nem desacontece.
Isso não é o seu corpo, porque o seu corpo está acontecendo nisso. Isso não é a sua mente, porque a sua mente está acontecendo nisso. Isso não são os seus sentimentos e sensações porque ambos estão acontecendo nisso.
sábado, 16 de abril de 2011
Satyaprem - Você já é Iluminado...
Na realidade do Ser, você não está em ponto algum e não há outro ponto a chegar. O ponto já é aqui e agora. Você é aquilo que busca. Nesse sentido, o que quer que seja delineado para você como busca é errôneo, vai levá-lo para algum outro lugar. Por isso, buscar a si mesmo é uma coisa ridícula. Na busca de si, você se divide em dois. Quem está buscando a si ? Se você já é aquilo que está buscando, não precisa buscar.
O que você tem buscado é uma ideia de si. Você tem um ideal, tem metas de iluminação: quando se mover como o Osho, ou quando não suar como o Mahavira. O Mahavira é um dos ícones indianos que diziam que não suava – tenho certeza que o Ser do Mahavira não suava, o meu também não sua, é o meu corpo que sua. Mas as pessoas precisavam da mitificação, então, eram dadas essas coisas. E assim nasceram os ideais.
Diziam que alguém entrava em Samadhi e não morria, então, em algum lugar na Índia, a polícia teve que tirar todo mundo à força porque havia um corpo fedendo, se deteriorando. Havia seis dias que o corpo estava morto sob o calor da Índia, e os discípulos estavam todos ao redor, dizendo que ele estava em Samadhi e iria voltar. Ora! Morreu, apagou a vela, agora queima! A realidade do corpo é fazer exatamente o que você tem observado ele fazer. Se alguém bater num Buda, ele sente dor. Se alguém fizer um carinho, uma carícia num Buda, ele sente prazer. O corpo sente fome, prazer, dor, cansaço, frio...
Agora, a Essência não sente nada disso, não precisa de nada disso. Ela é suficiente em si, mas nós entendemos isso como sendo a manifestação corpo-mente sentindo, tendo aqueles efeitos sobrenaturais, esotéricos. Fica mitificado. E nós tentamos fazer a mesma coisa: imitar.
Foi falado de não pensar no futuro e nem no passado, mas “quem você é”, o Ser, não pensa nem no futuro e nem no passado. Ele não pensa nada, quem pensa é a mente – a mente pensa e não tem jeito. Assim como suas pernas servem para caminhar, sua mente serve para pensar. Mas logo você pensa que suas pernas se movem quando sua mente quer, então, você espera que a mente, ela mesma, possa pensar e parar de pensar quando quiser. Mas, afinal, quem faria a mente pensar ou parar de pensar?
Participante — A própria mente.
Você tem alguma outra consciência de ser, a não ser a sua própria mente? Não tem. Por isso quero que você saiba “quem você é”, para compreender isso e fazer uma dissociação. No momento em que você “vê”, você nota que aquilo que pensa é a mente e que ela tem pensado uma série de coisas, inclusive a respeito de parar de pensar.
A mente é um elemento sutil, bem mais sutil do que o corpo. Nosso corpo é muito mais perceptível e concreto do que nossa mente. Onde está a mente? Não tem substância, mas o corpo parece ter. Então, Buda propôs que primeiro percebêssemos o corpo, depois os pensamentos e – mais sutil ainda – os sentimentos.
Vou guiá-lo até um ponto. A partir desse ponto, se você “vê” ou não “vê”, depende da Existência. Se ela quiser que você veja, ela deixa você “ver”. Mas até esse ponto eu te levo.
Uma vez visto, você estará observando por si mesmo. Você não pode ser o seu corpo porque você observa o seu corpo, observa a limitação do corpo através dos sentidos. Você observa a mente quando ela pensa, então, você não pode ser a mente. Quem é esse que observa? Essa é a pergunta. Na verdade, ela já está respondida: você é aquele que observa. Você é aquilo que está observando.
Não importa o que esteja acontecendo, a observação é sempre total. Ela precisa desse corpo-mente para se auto-observar. A pergunta que deixo é: “Quem é você?” Isso você tem que saber, tem que se dar conta. É um saber intuitivo, não passa pelo racional, nem passa pelo aparelho sensorial, pela estrutura sensorial. Senão, seria a mente tentando conceber o inconcebível.
É o peixe dentro d’água tentando conhecer o oceano como um todo. O peixe, pela limitação dele, apenas pode conceber o oceano fragmentadamente. Ele pode montar uma estrutura racional a partir dos fragmentos de memória, de experiências que ele tem, mas, ele pode ter o Todo? Por isso, eles chamam de experiência transcendental, mística ou iluminação – quando há transcendência. Na Psicologia, tentaram chamar de “transpessoal”, “psicologia transpessoal” – porque transcendia o fato de sermos uma pessoa. A observação dos fenômenos que transcendem a pessoa e o que você é, definitivamente, transcendem sua pessoa.
Isso não cabe na mente. Não pense que a mente tem de fazer alguma coisa com isso; deixe a mente falar, não use o que estou dizendo. Deixe isso cair para dentro de você e receba como um balde vazio e sem fundo recebe a água que cai.
Não tem como o imensurável caber dentro do limitado. Nosso corpo é limitado – como poderia caber o ilimitado dentro do corpo? Se tentar conceber isso, você está obviamente fadado ao fracasso. Há somente uma coisa que está aqui e agora e em nenhum outro lugar no tempo ou no espaço. Sem Consciência, você não estaria aqui e agora.
Por mera ignorância, você tem uma noção de separação. Não pense que é por algum outro motivo porque você já é a Iluminação!
O que você tem buscado é uma ideia de si. Você tem um ideal, tem metas de iluminação: quando se mover como o Osho, ou quando não suar como o Mahavira. O Mahavira é um dos ícones indianos que diziam que não suava – tenho certeza que o Ser do Mahavira não suava, o meu também não sua, é o meu corpo que sua. Mas as pessoas precisavam da mitificação, então, eram dadas essas coisas. E assim nasceram os ideais.
Diziam que alguém entrava em Samadhi e não morria, então, em algum lugar na Índia, a polícia teve que tirar todo mundo à força porque havia um corpo fedendo, se deteriorando. Havia seis dias que o corpo estava morto sob o calor da Índia, e os discípulos estavam todos ao redor, dizendo que ele estava em Samadhi e iria voltar. Ora! Morreu, apagou a vela, agora queima! A realidade do corpo é fazer exatamente o que você tem observado ele fazer. Se alguém bater num Buda, ele sente dor. Se alguém fizer um carinho, uma carícia num Buda, ele sente prazer. O corpo sente fome, prazer, dor, cansaço, frio...
Agora, a Essência não sente nada disso, não precisa de nada disso. Ela é suficiente em si, mas nós entendemos isso como sendo a manifestação corpo-mente sentindo, tendo aqueles efeitos sobrenaturais, esotéricos. Fica mitificado. E nós tentamos fazer a mesma coisa: imitar.
Foi falado de não pensar no futuro e nem no passado, mas “quem você é”, o Ser, não pensa nem no futuro e nem no passado. Ele não pensa nada, quem pensa é a mente – a mente pensa e não tem jeito. Assim como suas pernas servem para caminhar, sua mente serve para pensar. Mas logo você pensa que suas pernas se movem quando sua mente quer, então, você espera que a mente, ela mesma, possa pensar e parar de pensar quando quiser. Mas, afinal, quem faria a mente pensar ou parar de pensar?
Participante — A própria mente.
Você tem alguma outra consciência de ser, a não ser a sua própria mente? Não tem. Por isso quero que você saiba “quem você é”, para compreender isso e fazer uma dissociação. No momento em que você “vê”, você nota que aquilo que pensa é a mente e que ela tem pensado uma série de coisas, inclusive a respeito de parar de pensar.
A mente é um elemento sutil, bem mais sutil do que o corpo. Nosso corpo é muito mais perceptível e concreto do que nossa mente. Onde está a mente? Não tem substância, mas o corpo parece ter. Então, Buda propôs que primeiro percebêssemos o corpo, depois os pensamentos e – mais sutil ainda – os sentimentos.
Vou guiá-lo até um ponto. A partir desse ponto, se você “vê” ou não “vê”, depende da Existência. Se ela quiser que você veja, ela deixa você “ver”. Mas até esse ponto eu te levo.
Uma vez visto, você estará observando por si mesmo. Você não pode ser o seu corpo porque você observa o seu corpo, observa a limitação do corpo através dos sentidos. Você observa a mente quando ela pensa, então, você não pode ser a mente. Quem é esse que observa? Essa é a pergunta. Na verdade, ela já está respondida: você é aquele que observa. Você é aquilo que está observando.
Não importa o que esteja acontecendo, a observação é sempre total. Ela precisa desse corpo-mente para se auto-observar. A pergunta que deixo é: “Quem é você?” Isso você tem que saber, tem que se dar conta. É um saber intuitivo, não passa pelo racional, nem passa pelo aparelho sensorial, pela estrutura sensorial. Senão, seria a mente tentando conceber o inconcebível.
É o peixe dentro d’água tentando conhecer o oceano como um todo. O peixe, pela limitação dele, apenas pode conceber o oceano fragmentadamente. Ele pode montar uma estrutura racional a partir dos fragmentos de memória, de experiências que ele tem, mas, ele pode ter o Todo? Por isso, eles chamam de experiência transcendental, mística ou iluminação – quando há transcendência. Na Psicologia, tentaram chamar de “transpessoal”, “psicologia transpessoal” – porque transcendia o fato de sermos uma pessoa. A observação dos fenômenos que transcendem a pessoa e o que você é, definitivamente, transcendem sua pessoa.
Isso não cabe na mente. Não pense que a mente tem de fazer alguma coisa com isso; deixe a mente falar, não use o que estou dizendo. Deixe isso cair para dentro de você e receba como um balde vazio e sem fundo recebe a água que cai.
Não tem como o imensurável caber dentro do limitado. Nosso corpo é limitado – como poderia caber o ilimitado dentro do corpo? Se tentar conceber isso, você está obviamente fadado ao fracasso. Há somente uma coisa que está aqui e agora e em nenhum outro lugar no tempo ou no espaço. Sem Consciência, você não estaria aqui e agora.
Por mera ignorância, você tem uma noção de separação. Não pense que é por algum outro motivo porque você já é a Iluminação!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Satyaprem - Você é Aquilo.
Que perfeição você está almejando? Que perfeição colocaram na sua cabeça, que você tenha que buscar? Essa perfeição não existe, ela é seu único sofrimento. Você tem tentado ser o que não é, mas você só pode ser o que é. E, se você é, não precisa mais tentar ser, pois você já é. Dessa forma, tudo o que você tem feito, tudo o que o identifica, que lhe dá uma imagem de si mesmo, cai por terra – inclusive, a imagem daquele que está buscando a Verdade vai ter que ser entregue nesse fogo.
Você não precisa melhorar absolutamente nada, tudo está perfeito do jeito que é. Você não precisa de nada, você é a imagem e semelhança de Deus, do Silêncio, d’Aquilo que não tem nome. Isso já lhe foi dito, mas você não acredita. Você é, sim, a imagem e semelhança d’Aquilo, quer goste ou não, acredite ou não. Não estou interessado em crenças. Estou interessado em que você experimente, que veja com seus próprios olhos que não há como ser de outra forma, porque Aquilo é tudo o que existe.
Estou chamando de “Aquilo” e quero que você entenda meu discurso, ele é novo. Você, como pensa que é, não existe – isso tem que ser comprovado por você mesmo. Ou melhor, Aquilo que não existe vai comprovar que não existe. Apenas permita.
Só existe Aquilo, não existe nada fora d’Aquilo. Você tem uma pretensão arrogante de achar que existe “fora” d’Aquilo, mas isso é impossível porque não existe peixe fora d’água. Você é Aquilo e Aquilo não nasce, não morre e não vai a lugar nenhum, nem melhora a si mesmo. Não existe melhoramento, não existe evolução n’Aquilo. Aquilo é perfeito. Aquilo é imutável, é intocável, ninguém toca n’Aquilo. Tudo acontece dentro d’Aquilo. Existe um dizer: “O peixe dentro d’água não tem sede”.
Isso, que tem engendrado toda a busca, não é nada mais do que o engano de um peixe dentro do oceano tentando descobrir onde fica o oceano. Você é um peixe desvairado, navegando os sete mares, perguntando para todos os peixes que encontra: “Você sabe onde é o oceano?” E os outros peixes respondem: “Não, nós também estamos procurando...” Veja! Isso é hilário. Como podemos procurar por algo no qual estamos embutidos?
Você não precisa melhorar absolutamente nada, tudo está perfeito do jeito que é. Você não precisa de nada, você é a imagem e semelhança de Deus, do Silêncio, d’Aquilo que não tem nome. Isso já lhe foi dito, mas você não acredita. Você é, sim, a imagem e semelhança d’Aquilo, quer goste ou não, acredite ou não. Não estou interessado em crenças. Estou interessado em que você experimente, que veja com seus próprios olhos que não há como ser de outra forma, porque Aquilo é tudo o que existe.
Estou chamando de “Aquilo” e quero que você entenda meu discurso, ele é novo. Você, como pensa que é, não existe – isso tem que ser comprovado por você mesmo. Ou melhor, Aquilo que não existe vai comprovar que não existe. Apenas permita.
Só existe Aquilo, não existe nada fora d’Aquilo. Você tem uma pretensão arrogante de achar que existe “fora” d’Aquilo, mas isso é impossível porque não existe peixe fora d’água. Você é Aquilo e Aquilo não nasce, não morre e não vai a lugar nenhum, nem melhora a si mesmo. Não existe melhoramento, não existe evolução n’Aquilo. Aquilo é perfeito. Aquilo é imutável, é intocável, ninguém toca n’Aquilo. Tudo acontece dentro d’Aquilo. Existe um dizer: “O peixe dentro d’água não tem sede”.
Isso, que tem engendrado toda a busca, não é nada mais do que o engano de um peixe dentro do oceano tentando descobrir onde fica o oceano. Você é um peixe desvairado, navegando os sete mares, perguntando para todos os peixes que encontra: “Você sabe onde é o oceano?” E os outros peixes respondem: “Não, nós também estamos procurando...” Veja! Isso é hilário. Como podemos procurar por algo no qual estamos embutidos?
sábado, 26 de março de 2011
Satyaprem - Nobody
As técnicas de meditação propõem fecharmos os olhos para que vejamos algo. O que é esse “algo” que a meditação quer que você veja? Por que você geralmente fecha os olhos? Você só fecha os olhos para não ver.
Eu quero que você veja, então, dentro desse novo contexto, não feche os olhos! Fique de olhos abertos. Veja uma coisa que você pode ver e não importa se seus olhos estão fechados ou abertos.
Participante — Quando fecho os olhos, parada, sozinha, vem uma paz muito grande! É uma paz que vem.
Satya - Ela vem ou já estava aí?
Participante — Ela já estava.
Satya - Isso acontece porque você sai da periferia. Você senta, fecha os olhos, e o que vê? Vê que aquela paz está presente. Mas você pode estar de olhos abertos também, veja! Essa paz não está presente agora? Ela está, mas você está tão apegada às coisas que estão acontecendo na periferia, que não nota que a paz está acontecendo. Aliás, não tem nada acontecendo. A paz é paz porque nada acontece. É perfeito! É puro Silêncio. Essa é a Essência do Ser.
O Ser é Silêncio, Paz e Consciência. Os indianos têm uma palavra, Satchitananda, que quer dizer “Verdade, Consciência e Paz”. Você pode observar agora que isso é tudo o que existe, todo o resto é pensamento. O pensamento se processa no tempo. Sem tempo para pensar, você não tem a menor ideia de quem você é. O que estou dizendo apenas aponta para algo. Quero que você olhe estes conceitos e veja o que acontece com você.
Não há quem esteja fazendo, você é um ninguém. Em inglês se diz “nobody”, que podemos traduzir como “no-body”, sem corpo. Você é um “não-corpo”.
Extraido do Blog do Satyaprem.
Eu quero que você veja, então, dentro desse novo contexto, não feche os olhos! Fique de olhos abertos. Veja uma coisa que você pode ver e não importa se seus olhos estão fechados ou abertos.
Participante — Quando fecho os olhos, parada, sozinha, vem uma paz muito grande! É uma paz que vem.
Satya - Ela vem ou já estava aí?
Participante — Ela já estava.
Satya - Isso acontece porque você sai da periferia. Você senta, fecha os olhos, e o que vê? Vê que aquela paz está presente. Mas você pode estar de olhos abertos também, veja! Essa paz não está presente agora? Ela está, mas você está tão apegada às coisas que estão acontecendo na periferia, que não nota que a paz está acontecendo. Aliás, não tem nada acontecendo. A paz é paz porque nada acontece. É perfeito! É puro Silêncio. Essa é a Essência do Ser.
O Ser é Silêncio, Paz e Consciência. Os indianos têm uma palavra, Satchitananda, que quer dizer “Verdade, Consciência e Paz”. Você pode observar agora que isso é tudo o que existe, todo o resto é pensamento. O pensamento se processa no tempo. Sem tempo para pensar, você não tem a menor ideia de quem você é. O que estou dizendo apenas aponta para algo. Quero que você olhe estes conceitos e veja o que acontece com você.
Não há quem esteja fazendo, você é um ninguém. Em inglês se diz “nobody”, que podemos traduzir como “no-body”, sem corpo. Você é um “não-corpo”.
Extraido do Blog do Satyaprem.
sábado, 20 de novembro de 2010
Satyaprem - O que é Satsang ?
"Satsang" é uma palavra que vem do sânscrito.
SAT significa Verdade e SANG significa encontro, comunhão.
Podemos dizer, portanto, que Satsang é comungar a Verdade.
Trata-se de um ato religioso - mas não ritualístico -
estamos falando do Original.
A Verdade comunga com ela mesma e deixa transparecer,
de antemão, que você não é aquilo que estava pensando que era.
Essa é a máxima que Satsang nos trás.
É como uma brincadeira de esconde-esconde.
Eu proponho que você é a Verdade e você propõe que é esse corpo e essa mente.
Vejamos o que fica.
Sem sustentar o que pensa, você se entrega à verdade.
Se mantendo convicto das crenças a respeito de si e do mundo,
se entrega àquilo que pensa que é, à herança imposta pela sociedade,
pelos seus pais, pela sua escola... pelo mundo, enfim.
Em Satsang, a brincadeira é encontrar a Verdade,
além de tudo que você imaginava até hoje.
E o mais divertido é que é muito mais simples do que você imagina.
Na verdade, você já está comungando a Verdade,
apenas não está consciente disso.
O nosso propósito, portanto, é uma mudança de percepção.
Vamos mudar a percepção do objeto percebido e notar
que aquele que percebe permanece o mesmo.
O objeto percebido é que muda.Um esforço mínimo é necessário.
Apenas um entendimento precisa ocorrer.
Relaxe e ouça. Algumas vezes pode vir a parecer absurdo
o que a Verdade revela,mas é de muito bom tom que você assuma
que a sua "estrutura pensamental" está sendo ferida
e vá em frente, investigue.
Satsang colapsa tudo aquilo que você imagina.
Estamos diante do colapso do imaginado e do aparecimento do real.
A isso chamamos de "acordar". E essa não é uma experiência.
Vou repetir: não é uma experiência.
Seria fácil propor mais uma experiência de bem-estar,
mas esta seria apenas mais uma experiência de bem-estar, que estaria fadada a terminar em algum momento.
Tudo o que começa, termina.
Estamos aqui para olhar para uma outra coisa: aquilo que não começa nem termina
e que, portanto, não é uma experiência.
É uma não-experiência. Gosto de chamar de "experiência zero".
Tudo que é experimentado é experimentado no tempo.
Satsang é um retorno ao Original,
um retorno àquilo que você sempre foi, é e será,
sem que se mova de onde se encontra.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Satyaprem - Acordar é a revelação de que não tem você
Quando se dá conta de que o “ver” é impessoal,
você começa a perceber que o que acontece com o corpo,
na vida, no dia-a-dia,
é realmente uma expressão daquilo que você é.
A partir daí, se torna muito mais importante esse “ver”,
do que, necessariamente qualquer “fazer”.
O que quer que seja que você faça,
é decorrência de uma série de circunstâncias,
e nunca sabemos, de ante-mão, o que são.
No entanto “ver” é absoluto.
Diante do absoluto, procuramos a entidade "eu"
que pensamos ser e não encontramos nada.
No lugar da entidade há algo totalmente pacífico,
silencioso e impessoal - e Isso é você.
Acordar é ver.
Praticamente nada precisa acontecer.
Porque acordar não é algo que acontece para alguém.
Acordar é a revelação de que não tem ninguém.
Logo, não acontece para alguém. Acontece para ninguém.
E, na verdade, não acontece. Não é um acontecimento.
Normalmente as pessoas, e talvez você também,
procuram por um acontecimento.
É habitual.
Nós estamos completamente acostumados a acontecimentos,
o tempo todo precisamos de registros.
Registramos o nosso nascimento, a Primeira Comunhão,
a entrada na escola, a saída da escola, o noivado,
o casamento, a separação... tudo precisa ser registrado.
Porque se não houver registro, fica óbvio que a entidade falsa não existe.
Inclusive, ela só existe porque tem registro,
porque tem uma história para contar.
Já o que eu quero chamar a sua atenção para,
é algo que não precisa de registro para ser,
e tão pouco se importa com os registros.
Na verdade, as coisas acontecem nisso que você é.
Elas não acontecem para justificar o que você é.
As coisas acontecem e desacontecem nisso,
e isso não acontece.
Isso não desacontece, tampouco.
Do que estamos falando?
Não é do seu corpo, porque o seu corpo está acontecendo nisso.
Não é da sua mente, porque a sua mente está acontecendo nisso.
Não é a respeito dos seus sentimentos e sensações,
porque ambos estão acontecendo nisso.
Tudo, absolutamente tudo o que acontece, acontece nisso.
E isso não acontece em lugar nenhum.
Você é um não-acontecimento.
você começa a perceber que o que acontece com o corpo,
na vida, no dia-a-dia,
é realmente uma expressão daquilo que você é.
A partir daí, se torna muito mais importante esse “ver”,
do que, necessariamente qualquer “fazer”.
O que quer que seja que você faça,
é decorrência de uma série de circunstâncias,
e nunca sabemos, de ante-mão, o que são.
No entanto “ver” é absoluto.
Diante do absoluto, procuramos a entidade "eu"
que pensamos ser e não encontramos nada.
No lugar da entidade há algo totalmente pacífico,
silencioso e impessoal - e Isso é você.
Acordar é ver.
Praticamente nada precisa acontecer.
Porque acordar não é algo que acontece para alguém.
Acordar é a revelação de que não tem ninguém.
Logo, não acontece para alguém. Acontece para ninguém.
E, na verdade, não acontece. Não é um acontecimento.
Normalmente as pessoas, e talvez você também,
procuram por um acontecimento.
É habitual.
Nós estamos completamente acostumados a acontecimentos,
o tempo todo precisamos de registros.
Registramos o nosso nascimento, a Primeira Comunhão,
a entrada na escola, a saída da escola, o noivado,
o casamento, a separação... tudo precisa ser registrado.
Porque se não houver registro, fica óbvio que a entidade falsa não existe.
Inclusive, ela só existe porque tem registro,
porque tem uma história para contar.
Já o que eu quero chamar a sua atenção para,
é algo que não precisa de registro para ser,
e tão pouco se importa com os registros.
Na verdade, as coisas acontecem nisso que você é.
Elas não acontecem para justificar o que você é.
As coisas acontecem e desacontecem nisso,
e isso não acontece.
Isso não desacontece, tampouco.
Do que estamos falando?
Não é do seu corpo, porque o seu corpo está acontecendo nisso.
Não é da sua mente, porque a sua mente está acontecendo nisso.
Não é a respeito dos seus sentimentos e sensações,
porque ambos estão acontecendo nisso.
Tudo, absolutamente tudo o que acontece, acontece nisso.
E isso não acontece em lugar nenhum.
Você é um não-acontecimento.
sábado, 30 de outubro de 2010
Satyaprem - Você é silêncio
Existe muito mais na vida do que as palavras podem conter.
Se você puder ver o que há além do que a sua mente conhece, isso é suficiente - a semente estará plantada.
Você quer experimentar a ausência de pensamentos, a ausência de emoções.
Mas, onde você busca essa experiência?
Stop! Fique em silêncio, agora, e veja qual o pensamento, qual a emoção.
Pare tudo por um segundo... Essa é a semente de tudo.
Se nesse instante você nota que não tem nenhuma emoção e nenhum pensamento, existe a possibilidade de que você veja isso como precioso e abismal.
Não está em nenhum outro lugar, está aqui. Está sempre aqui!
Sempre que existe alguém disposto a se afastar dos pensamentos, a se afastar das emoções, a se afastar de si mesmo, o AQUI se abre.
Não guarde isso como uma memória, não tenha uma memória do aqui. Reconheça a possibilidade preciosa de estar presente para sempre.
Este momento é eterno! É matemático: se este momento é eterno, se este momento é imensurável, ele não termina.
Quando começam os pensamentos, isso exige de você um pouco mais de acuidade, para que você veja que, mesmo que os pensamentos estejam, o Silêncio permanece.
Apenas parece (para os desavisados) que o Silêncio desapareceu, mas não é verdade. É por causa do Silêncio que existe a possibilidade do ruído.
Se não houvesse Silêncio, não haveria ruído. O Silêncio é a fonte de tudo - de onde tudo vem e para onde tudo vai.
Quem é você? Você é o ruído?
Se eu digo que sou o Satyaprem... O Satyaprem é um ruído.
Se eu digo que sou o corpo... O corpo é um ruído na Consciência que eu Sou.
A equação é matemática e simples. Se você olhar para fora você é um corpo.
Se você olhar para fora, em termos emocionais, você é alguma sensação definida pelas circunstâncias.
Se você olhar para a sua mente, você é uma memória espelhada nas experiências.
Mas se você olha para dentro, você é Silêncio.
E você não pode fugir disso, não importa o quanto você tente.
Mais cedo ou mais tarde você tem que se acomodar nisso - você aceita isso e lava as suas mãos.
Os outros vão e você fica.
Satyaprem
Leelahouse - dezembro/2006
Se você puder ver o que há além do que a sua mente conhece, isso é suficiente - a semente estará plantada.
Você quer experimentar a ausência de pensamentos, a ausência de emoções.
Mas, onde você busca essa experiência?
Stop! Fique em silêncio, agora, e veja qual o pensamento, qual a emoção.
Pare tudo por um segundo... Essa é a semente de tudo.
Se nesse instante você nota que não tem nenhuma emoção e nenhum pensamento, existe a possibilidade de que você veja isso como precioso e abismal.
Não está em nenhum outro lugar, está aqui. Está sempre aqui!
Sempre que existe alguém disposto a se afastar dos pensamentos, a se afastar das emoções, a se afastar de si mesmo, o AQUI se abre.
Não guarde isso como uma memória, não tenha uma memória do aqui. Reconheça a possibilidade preciosa de estar presente para sempre.
Este momento é eterno! É matemático: se este momento é eterno, se este momento é imensurável, ele não termina.
Quando começam os pensamentos, isso exige de você um pouco mais de acuidade, para que você veja que, mesmo que os pensamentos estejam, o Silêncio permanece.
Apenas parece (para os desavisados) que o Silêncio desapareceu, mas não é verdade. É por causa do Silêncio que existe a possibilidade do ruído.
Se não houvesse Silêncio, não haveria ruído. O Silêncio é a fonte de tudo - de onde tudo vem e para onde tudo vai.
Quem é você? Você é o ruído?
Se eu digo que sou o Satyaprem... O Satyaprem é um ruído.
Se eu digo que sou o corpo... O corpo é um ruído na Consciência que eu Sou.
A equação é matemática e simples. Se você olhar para fora você é um corpo.
Se você olhar para fora, em termos emocionais, você é alguma sensação definida pelas circunstâncias.
Se você olhar para a sua mente, você é uma memória espelhada nas experiências.
Mas se você olha para dentro, você é Silêncio.
E você não pode fugir disso, não importa o quanto você tente.
Mais cedo ou mais tarde você tem que se acomodar nisso - você aceita isso e lava as suas mãos.
Os outros vão e você fica.
Satyaprem
Leelahouse - dezembro/2006
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Satyaprem - O silencio é morte da pergunta
Num ato de teimosia, trago à baila mais uma vez:
você é o Silêncio!
E o Silêncio é a morte de quem você pensa que é.
Mais simples, impossível.
Se você tem acesso, celebre.
Se não tem acesso, continue buscando.
Levante pedra;
moa pedra;
coma pedra...
e eventualmente ocorrerá a rendição.
Estou dizendo ‘ocorrerá’, erroneamente,
porque nada há de acontecer.
Se não lhe couber acordar para o Segredo,
você permanecerá buscando e tentando respostas às suas perguntas.
Silêncio é morte.
Morte do quê?
Estamos falando da morte daquele que, constantemente, quer uma resposta.
Isso me lembra uma história Zen onde um monge diz ao seu mestre:
“Mestre, você poderia me dizer o que é iluminação?”
Ao que o mestre responde: "Sim, poderia. Mas você pode compreender?"
A questão é simples:
você acessa à resposta essencial?
Se houver a coragem de colocar de lado tudo em que você acredita,
o acesso ao Silêncio é imediato.
Sim, Silêncio é morte.
E revela para a mente um vazio - aparentemente - indesejável,
é como um buraco negro onde tudo some.
A mente, então, fica na porta, insistentemente,
porque se ela se descuida, desaparece.
Não é realmente curioso, como algo tão simples, de tão bom gosto
e tão desejável, seja tremendamente perigoso para a mente?
Você não encontra a Verdade, porque ela não está perdida.
É simples assim.
Dê esse salto!
A Verdade não pode ser encontrada, porque ela não está perdida.
Se ela estivesse perdida, alguém já a teria encontrado.
Entenda: isso quer dizer que Ela está aqui e agora.
você é o Silêncio!
E o Silêncio é a morte de quem você pensa que é.
Mais simples, impossível.
Se você tem acesso, celebre.
Se não tem acesso, continue buscando.
Levante pedra;
moa pedra;
coma pedra...
e eventualmente ocorrerá a rendição.
Estou dizendo ‘ocorrerá’, erroneamente,
porque nada há de acontecer.
Se não lhe couber acordar para o Segredo,
você permanecerá buscando e tentando respostas às suas perguntas.
Silêncio é morte.
Morte do quê?
Estamos falando da morte daquele que, constantemente, quer uma resposta.
Isso me lembra uma história Zen onde um monge diz ao seu mestre:
“Mestre, você poderia me dizer o que é iluminação?”
Ao que o mestre responde: "Sim, poderia. Mas você pode compreender?"
A questão é simples:
você acessa à resposta essencial?
Se houver a coragem de colocar de lado tudo em que você acredita,
o acesso ao Silêncio é imediato.
Sim, Silêncio é morte.
E revela para a mente um vazio - aparentemente - indesejável,
é como um buraco negro onde tudo some.
A mente, então, fica na porta, insistentemente,
porque se ela se descuida, desaparece.
Não é realmente curioso, como algo tão simples, de tão bom gosto
e tão desejável, seja tremendamente perigoso para a mente?
Você não encontra a Verdade, porque ela não está perdida.
É simples assim.
Dê esse salto!
A Verdade não pode ser encontrada, porque ela não está perdida.
Se ela estivesse perdida, alguém já a teria encontrado.
Entenda: isso quer dizer que Ela está aqui e agora.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Satyaprem - Não existe mente, só consciência !
Quando a Consciência identifica-se com a forma, com o corpo e com a mente, ela ignora sua própria Natureza. Nessa ignorância, ela sofre. Quando a Consciência não se identifica com a forma, com o corpo e com a mente, ela reconhece sua própria Natureza, ela não está em ignorância, ela não faz vista-grossa. Ou a Consciência ignora a si mesma, ou a Consciência reconhece a si mesma. Quando identifica-se com a forma, com o que ela vê, o que acontece com ela? Quando ela se torna aquilo que ela vê, quando o céu decide que ele é as nuvens que passam, o que é que o céu está fazendo?! Eu não disse que ele deixa de ser o céu, eu disse que ele ignora a sua própria Natureza. O esclarecimento, a clareza acontece quando isso se resolve. Eu não mais ignoro a minha própria Natureza. Ele não deixa de ser o céu. Esse céu do qual eu falo e essa nuvem da qual eu falo é você. Você, quando se identifica com o seu corpo e sua mente, o que é que acontece com você?! Você tem medo de morrer, você tem medo de um monte de coisas, você sofre. Você sofre dos apegos, dos desapegos, das coisas que acontecem...
Quando você se dá conta do que você é, que você não é o corpo e a mente, você não ignora mais o seu corpo e a sua mente, você vê quem você é. E nisso acontece liberdade, libertação. Quando eu me identifico, quando a Consciência se identifica com a forma ela tende a sofrer. Quem que sofre?! Não é a Consiência em si, é o corpo e a mente. É a ignorâcia. Na verdade sofrimento é ignorância. Não existe sofrimento.
Quando a Consciência se dá conta do que realmente é, o que é que acontece?! Quando você olha pra dentro e vê quem você é, aquilo foi tornado real agora ou aquilo já era?! Então, nunca deixou de ser Consciência, mas ignorava sua própria Natureza. Olha! Não tem corpo e mente. Só Consciência! Isso precisa ser acomodado em você. Porque é aquela história: "Eu posso sair de onde eu sou?!" Não, eu não posso, não tem como. A mente existe, enquanto mente, em si?! Pra responder essa pergunta você tem que olhar e ver... Direto! O que é essa coisa que existe em si, independente do que você vê?! Consciência, céu azul. As nuvens que vêm, que vão, que passam, o avião que está passando não mexe no céu, não transtorna o céu, não acontece nada no céu. O céu continua o mesmo, ileso. Essa é a Natureza do teu Ser. Isso é você. Você permanece ileso. Se alguém te dá uma facada, se alguém te mata, se alguém te estupra, se alguém te elogia, se alguém te dá um prêmio, se você ganha o "Oscar"... Tudo isso está acontecendo na periferia. Você não ganhou "Oscar" nenhum. E se você ganhou o "Oscar", quem que deu o "Oscar" pra você?! Não foi você mesmo?! O convite é você Ver. Mente, corpo, forma... só existem porque Consciência existe. E nesse sentido, não existe corpo e forma, só existe Consciência. Sem Consciência não existe corpo e forma. Mas sem corpo e forma existe Consciência?! Claro que sim. Se você tirar a nuvens do céu o que é que fica? Muda alguma coisa para o céu?! Consciência é tudo o que existe. A mente em si, não existe. Ela também é Consciência... Adulterada, em confusão.
Consciência existe. Mente não existe. Quando a mente se elabora, quando a mente se explicita, quando ela se lucida, se ilumina, se esclarece o que é que fica transparente através da mente?! "O que É", sem tirar nem pôr. A única coisa que a mente tem que começar a fazer é esse trajeto todo. Ou melhor, a sua Consciência tem que começar a ouvir, através da mente, o que está sendo dito e elaborar isso internamente. E veja cada vez que eu estiver falando isso, se isso não pode ser elaborado por você da mesma forma; se você me entende. Porque se há confusão você não vai fazer investigação nenhuma. Você precisa entender o que eu estou dizendo. Nem mente, nem corpo existem. Tudo o que existe é Consciência.
Não existe mente, só existe Consciência. Consciência ignorante de si mesma é mente. Consciência reconhecendo a si mesma é não-mente.
Quando você se dá conta do que você é, que você não é o corpo e a mente, você não ignora mais o seu corpo e a sua mente, você vê quem você é. E nisso acontece liberdade, libertação. Quando eu me identifico, quando a Consciência se identifica com a forma ela tende a sofrer. Quem que sofre?! Não é a Consiência em si, é o corpo e a mente. É a ignorâcia. Na verdade sofrimento é ignorância. Não existe sofrimento.
Quando a Consciência se dá conta do que realmente é, o que é que acontece?! Quando você olha pra dentro e vê quem você é, aquilo foi tornado real agora ou aquilo já era?! Então, nunca deixou de ser Consciência, mas ignorava sua própria Natureza. Olha! Não tem corpo e mente. Só Consciência! Isso precisa ser acomodado em você. Porque é aquela história: "Eu posso sair de onde eu sou?!" Não, eu não posso, não tem como. A mente existe, enquanto mente, em si?! Pra responder essa pergunta você tem que olhar e ver... Direto! O que é essa coisa que existe em si, independente do que você vê?! Consciência, céu azul. As nuvens que vêm, que vão, que passam, o avião que está passando não mexe no céu, não transtorna o céu, não acontece nada no céu. O céu continua o mesmo, ileso. Essa é a Natureza do teu Ser. Isso é você. Você permanece ileso. Se alguém te dá uma facada, se alguém te mata, se alguém te estupra, se alguém te elogia, se alguém te dá um prêmio, se você ganha o "Oscar"... Tudo isso está acontecendo na periferia. Você não ganhou "Oscar" nenhum. E se você ganhou o "Oscar", quem que deu o "Oscar" pra você?! Não foi você mesmo?! O convite é você Ver. Mente, corpo, forma... só existem porque Consciência existe. E nesse sentido, não existe corpo e forma, só existe Consciência. Sem Consciência não existe corpo e forma. Mas sem corpo e forma existe Consciência?! Claro que sim. Se você tirar a nuvens do céu o que é que fica? Muda alguma coisa para o céu?! Consciência é tudo o que existe. A mente em si, não existe. Ela também é Consciência... Adulterada, em confusão.
Consciência existe. Mente não existe. Quando a mente se elabora, quando a mente se explicita, quando ela se lucida, se ilumina, se esclarece o que é que fica transparente através da mente?! "O que É", sem tirar nem pôr. A única coisa que a mente tem que começar a fazer é esse trajeto todo. Ou melhor, a sua Consciência tem que começar a ouvir, através da mente, o que está sendo dito e elaborar isso internamente. E veja cada vez que eu estiver falando isso, se isso não pode ser elaborado por você da mesma forma; se você me entende. Porque se há confusão você não vai fazer investigação nenhuma. Você precisa entender o que eu estou dizendo. Nem mente, nem corpo existem. Tudo o que existe é Consciência.
Não existe mente, só existe Consciência. Consciência ignorante de si mesma é mente. Consciência reconhecendo a si mesma é não-mente.
domingo, 3 de outubro de 2010
Satyaprem - Voce não é quem voce pensa que é
Você não pode ser nada que você esteja vendo, você é simplesmente aquele que vê. Você não pode ver a si mesmo, por que quem veria? Aquilo que nós somos, a Essência ( aqui eu estou usando a palavra Essência), é imensurável, portanto não tem como medir. Nem na largura, nem no comprimento e nem na profundidade. Por isso chama-se de imensurável. No entanto, pode-se saber, pode-se realizar, pode-se reconhecer isso pelo simples motivo de que isso é a nossa realidade.
O objetivo deste encontro é fazer com que você se encontre. Pode-se dizer como um fim de busca.
Pode parecer pretensioso para você nesse instante, mas é assim que é. A meta é fazer você saber quem você é. Não é quem você pensa que é, mas quem você é em realidade. É mostrar à vocês que existe uma série de mal-entendidos que têm sedimentado a sua busca. O que vai ser dito vai colocar, de uma certa forma, de cabeça para baixo uma série de coisas em que vocês têm acreditado. E está tudo vinculado, na verdade, com: "Quem é você?" Essa pergunta clássica, "Quem sou eu?"
Quantos de nós têm perguntado há tanto tempo... "Quem sou eu?" Ou, talvez nunca tenha cogitado tal pergunta, mas eu quero que nesse momento vocês não só perguntem, eu quero que vocês encontrem a resposta. Na verdade, não há resposta para essa pergunta... Há um "ver" nessa resposta, ela não é uma resposta com palavras, com entendimento em si, mas um "ver", um "ver" que não necessita dos seus olhos... Na verdade, não necessita de nenhum dos seus sentidos. Até esse presente instante, você tem vivido, sentido e experienciado o mundo através dos seus sentidos... Eu quero que você tire tudo do seu caminho, da sua frente, para que você possa "ver".
O que eu estou dizendo, são conceitos. Conceitos que apontam para algo. Eu quero que você olhe para esse algo e esqueça os conceitos. Tudo o que eu estiver falando ou que eu investigar será uma experiência minha. Eu quero que você também a tenha. Eu estou aqui para compartilhar com você essa realização, essa clareza. Eu quero que você acorde para quem você é e isso você pode fazer. Você está completamente habilitado a fazer. No entanto, a minha novidade é um tanto quanto frágil, porque eu vou lhe dar uma coisa que você já tem! Eu só quero que você atente e veja com consciência que você já tem, que você é aquilo. Essa é a minha única função.
(Texto extraído do livro "Fragmentos de Transparência" , cap.4)
O objetivo deste encontro é fazer com que você se encontre. Pode-se dizer como um fim de busca.
Pode parecer pretensioso para você nesse instante, mas é assim que é. A meta é fazer você saber quem você é. Não é quem você pensa que é, mas quem você é em realidade. É mostrar à vocês que existe uma série de mal-entendidos que têm sedimentado a sua busca. O que vai ser dito vai colocar, de uma certa forma, de cabeça para baixo uma série de coisas em que vocês têm acreditado. E está tudo vinculado, na verdade, com: "Quem é você?" Essa pergunta clássica, "Quem sou eu?"
Quantos de nós têm perguntado há tanto tempo... "Quem sou eu?" Ou, talvez nunca tenha cogitado tal pergunta, mas eu quero que nesse momento vocês não só perguntem, eu quero que vocês encontrem a resposta. Na verdade, não há resposta para essa pergunta... Há um "ver" nessa resposta, ela não é uma resposta com palavras, com entendimento em si, mas um "ver", um "ver" que não necessita dos seus olhos... Na verdade, não necessita de nenhum dos seus sentidos. Até esse presente instante, você tem vivido, sentido e experienciado o mundo através dos seus sentidos... Eu quero que você tire tudo do seu caminho, da sua frente, para que você possa "ver".
O que eu estou dizendo, são conceitos. Conceitos que apontam para algo. Eu quero que você olhe para esse algo e esqueça os conceitos. Tudo o que eu estiver falando ou que eu investigar será uma experiência minha. Eu quero que você também a tenha. Eu estou aqui para compartilhar com você essa realização, essa clareza. Eu quero que você acorde para quem você é e isso você pode fazer. Você está completamente habilitado a fazer. No entanto, a minha novidade é um tanto quanto frágil, porque eu vou lhe dar uma coisa que você já tem! Eu só quero que você atente e veja com consciência que você já tem, que você é aquilo. Essa é a minha única função.
(Texto extraído do livro "Fragmentos de Transparência" , cap.4)
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